quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

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“People’s Choice Awards”



      Esse talvez tenha sido um nome que ficou preso na cabeça de muitos fãs por semanas, talvez até longos meses. E a expectativa só aumentava a cada novo dia que começava.

      Cada um com seu favorito, votando por horas e horas, torcendo para que aquele artista, AQUELE em especial, fosse um dos premiados.

      Talvez comigo não tenha sido diferente.

      Exatamente na virada do dia 09.01.2013 para o dia 10, as 00:00,  eu estava sentada no sofá e implorando para que a mãe colocasse no canal correto.

      Fiz minha mãe e irmã ficarem comigo assistindo, até porque, eu precisava de alguém com quem dividir a euforia e o desespero da espera.

      Tensão, medo, calafrios, “borboletas” do estomago e uma duvida cruel: "Onde o Robert Downey Jr estava?"

      Haviam passados longos minutos e nada daquele homem aparecer.

      E assim foram os minutos mais dolorosos daquela madrugada.
      Entrega de prêmios;
      Comerciais;
      O sono que parecia ter desaparecido.

      A desistência. Um sentimento forte de largar aquele TV e sumir, um sentimento causado pela falta de esperanças de ver aquele alguém que tanto esperou durante toda a sua semana.

      Sim, confesso que eu ia desistir. Até porque ele não ia aparecer.

      Eu tentava disfarçar com piadas: “Ah mãe, ele deve estar todo relaxado na casa dele, assistindo a TV e achando tudo o máximo”. Na verdade eu estava morta por dentro, fingindo que tudo estava bem. No fundo mesmo, bem lá no fundo, eu já tinha desistido. Afinal, eu tinha que trabalhar de madrugada naquele mesmo dia, precisava descansar. Mas não senti sono algum.

      Eu tomei uma xícara enorme de café.

      Depois foi questão de minutos.

      A câmera focou em um só homem, focou naquele ser “divino” e que já estava fazendo meus cabelos ficarem brancos. Um grito involuntário, infantil e fino saiu pela minha garganta e fez minha mãe sorrir: “Mãe! O Robert veio... O Robert o Robert o Robert...”





      Minha irmãzinha mais nova também deu um grito, insatisfeita por não ter prestado atenção no rápido momento em que ele apareceu.

      Muitos diriam que isso é exagero ou loucura. Mas sorrisos bobos e involuntários se formaram em meu rosto, daqueles que fazem doer as bochechas. Devo ter corado e meu coração parecia bater na garganta, querendo sair de qualquer jeito.

     E a câmera focou nele novamente.

     Meus olhos lacrimejaram e a respiração já começou a falhar.

      E aquele sorriso mais uma vez na tela.

      Aquele sorriso...

     Sim, naquele momento eu era a pessoa mais feliz do mundo. Pelo menos era assim que me sentia. Então estiquei os braços em direção a televisão, na tentativa "boba" de tocá-lo, orgulhosa por ser a “premiada” em estar ali naquela noite. Olhei para minha mãe. (Uma garota com quase 20 anos buscando a aprovação da mãe? É). Ela sorria, mas não era de vergonha, ela sorria por achar que o amor que eu sinto é um dos mais lindos e puros desse mundo. E também, é claro, por ver a filha dela pirar a cada vez que ele aparecia.

      “Nossa, ele aparece toda hora filha!”

      Recebo um sms. É meu primo que mora na casa vizinha.

      “Ce tá vendo o Robert, seu amado? Não para de aparecer ele kkk” 

      E disse na respostas para ambos: “Ele é um dos favoritos e todos o querem rs”

      Chegou a tão esperada hora. “Favorite Movie Actor”





      Os segundo parecem congelar. O que reinou na minha casa foi o silencio. Até que apenas um nome pareceu sair pelo som da Tv: Robert Downey Jr.

      Agora o foco da Tv era apenas para ele. Parecia ainda mais lindo do que de costume, como se isso fosse possível, mas ele estava. Deslumbrante, sorrindo e “humildemente” agradecendo.

      Encantando sempre. Com aquele estilo único e eternamente só dele.





      A platéia veio abaixo com sua presença.

Gritos;
Lágrimas;
Palmas.

      O mínimo do que ocorreu naquela hora.

      Eu sim, parecia que iria ter um ataque cardíaco a qualquer momento.

      Foi então que a mágica aconteceu. Aquele beijo invejável que ela recebeu, o amor lançado e recebido, a incrível “humildade” (sempre rsrs) do ator mais incrível e amado que já tive a oportunidade de contemplar.

    Se vi apenas o Robert ali? Não. Não vi apenas o Bob naquele palco.
Eu vi o Tony Stark, o Sherlock Holmes, o Lionel, os Peter’s, o Harry, o Dr Kozak, o Diretor da escola e o Chaplin. Enfim, não apenas esses, como vi uma coleção maravilhosa de personagens feitos sob medida para ele.

      Os mais maravilhosos personagens.

      E ele agradeceu aos fãs. Senti-me orgulhosa. Todos nós, fãs, sentimos orgulho.

      Ele agradecia a todos nós, por tudo. Pelos sorrisos e pelas lágrimas, pelas horas na fila do cinema, pelos sites e desenhos feitos para ele. Ele agradeceu por sermos parte de sua vida, de maneiras diretas e indiretas.



      E agradeceu a uma fã em especial.

      Aquela que, por ser mais velha, estava predestinada a amá-lo desde o dia em que ele nasceu até o ultimo momento em que ela viveu nesse mundo.

      Lindo? Simplesmente. Ainda mais lindo porque ELE, aquele que para muitos não se passa de um “egocêntrico”, lembrou-se dela e a homenageou, do mesmo jeito que ela deve ter feito durante sua vida.

     Ele se emocionou. Provando que é um ser humano que ama e sente gratidão, como qualquer um de nós.






      Então ele saiu do palco levando seu tão merecido prêmio, mais um de muitos que ainda virão. Ele merece, afinal, não é só mais uma CELEBRIDADE, ele é um Artista. E artistas de verdade são raros hoje em dia.

      E o Show continuou. Ele não estava mais lá, mas foi como se ainda tivesse.
      Deixou sua marca, seu jeito, seu estilo. Tudo ainda estava lá, não importando quantas pessoas passaram por aquele palco.










      O People’s Choice Awards havia chegado ao fim.

      Levei horas para conseguir dormir. Meu celular recebia muitos sms’s de amigos que viram quem venceu. Meu Facebook cheio de marcações nas fotos dele. E a euforia não deixou meus olhos se fecharem.

      Muitos devem estar se perguntando: “E você aguentou acordas as 4:30 da manhã , sendo que não dormiu nem uma hora, e ir trabalhar numa boa?”




      Sim, eu aguentei  E nunca trabalhei tão feliz nesse meu emprego como hoje. E estou aqui, com o sentimento de que valeu e sempre valerá a pena... e ainda não dormi.

      Talvez eu tenha falado de mais ou até menos do que realmente posso ter sentindo.

      E agradeço a quem leu até aqui.

      Tomara que eu não me passe por egoísta ou até mesmo por “fã doentia”.

      Esse é um relato de uma fã sobre seu ídolo. Ou um relato de uma fã para todos os outros fãs que estão aqui.

      “Ah sua maluca, isso é amor platônico!”

       Acho que não. Pois ele nos ama sim, mesmo sem saber os nossos nomes, mesmo sem nos ligar no final de semana.

       Ele nos ama e demonstra isso em cada filme, cada prêmio e em cada vez que ele nos presenteia com seus mais sinceros sorrisos.

       Eu nunca precisarei tocá-lo para saber o quão grato ele é pelo nosso carinho.

       Está estampado em tudo o que ele faz.

        E se alguém se identificou com algo dessa página de diário? Eu nunca saberei dizer.

       Provavelmente muitos surtaram mais do que eu.
       Votaram mais do que eu.
       Sentiram alegrias a mais do que eu.

       Mas eu me orgulho da minha parte feita.

      Porque fãs de verdade são assim. De seus jeitos e manias diferentes. Nenhum é igual e isso torna a família Duckling muito mais linda e unida.

      E esse longo relato (longo mesmo) talvez termine aqui. Talvez você tenha algo para contar. Enfim, uma vasto mundo de historias de amor ainda irão surgir.

     De uma fã, pequena e essencial, para todos os outros fãs apaixonados e únicos.








     Tatiane F. Tiff






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